O IAC – Índice de Adiposidade Corporal é um bom substituto do IMC?

Bergman et al. (2011) publicaram artigo no qual apresentavam um novo índice para estimativa de gordura corporal, com o argumento de que seria um bom substituto para o IMC, já que não precisava da medida de massa corporal e utilizava apenas as medidas de perímetro do quadril e estatura.

Rapidamente este índice se difundiu no Brasil, ganhando destaque em programas de televisão e na imprensa leiga como o “novo IMC”, sendo muito utilizado por profissionais de Educação Física e Nutrição.

Entretanto, três meses depois desta publicação Barreira et al. (2011) publicaram artigo no qual mostraram a aplicação do IMC e do IAC em amostra que incluiu 1.462 mulheres brancas, 812 mulheres negras, 1.262 homens brancos e 315 negros, demonstrando que o IAC não é melhor que o IMC para a avaliação da gordura corporal.

A análise destes dois artigos demonstra como é importante uma leitura crítica das publicações científicas e que não podemos simplesmente aceitar o que um estudo apresenta, antes de observarmos outros estudos a respeito que possam contestar seus resultados.

Vale a pena ler os dois artigos para tirar melhores conclusões!

Visualize os arquivos na integra clicando nos links a seguir:

Bergman et al. 2011 – A Better Index of Body Adiposity

Barreira et al. 2011 – Body Adiposity Index, Body Mass Index and Body Fat in White and Black Adults

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1 Comentário

  1. Prezados,
    É muito importante esta análise crítica do que é publicado, antes de difundir ou utilizar técnicas de avaliação da composição corporal.
    O IAC “caiu nas graças” de muitos profissionais de avaliação física em academias, pela sua relativa simplicidade e suposta validade para a estimativa da gordura corporal.
    Vários estudos posteriores, além deste apresentado no Blog têm mostrado a baixa validade deste índice.
    Assim, podemos concluir que em termos de métodos duplamente indiretos para a avaliação da composição corporal ainda vale a pena ficar com as medidas de dobras cutâneas ou com a bioimpedanciometria.
    @dr.robertocosta

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